Busco proteção depois da ponte
uma língua de lama me persegue
cobre minhas pegadas
destrói tudo às minhas costas
um derrame de lixo cai ao meu lado
caminho mais depressa e alcanço outra ponte
desmorona esta também
minhas pernas correm, meus pés tropeçam
mal atravesso a terceira ponte
ela explode no ar
vejo outra lá adiante, tão longe
estou sem fôlego, deslizo num chorume
é impossível seguir
uma mão se estende
me ajuda a correr
alguém grita que ainda há tempo.
Tradução de sentimentos que me afligem diante do descalabro no país.
Que haja tempo realmente para nossos filhos e netos pelo menos.
ResponderExcluirExcelente!!! :)
ResponderExcluirSim, sempre teremos uma mão que se estende! Muito forte a tua reflexão!
ResponderExcluirParabéns pelo texto!
ResponderExcluirBenedito Saldanha