sábado, 17 de dezembro de 2011

Fortes na ternura



Fortes, é o que elas são.
Como os cipós da floresta
Presos, permitem voos, liberdade.
O deserto na secura
E elas, os cactos enraizados
Generosos,  oferecem flores e sumo.
Juncos castigados pelo vento,
Dobrados até o chão,
Mas não quebrados,
Erguem-se e agitam-se ao céu,
Majestosos e verdejantes
Oferecem sombra e frescor.
Em rachaduras de velhas paredes,
Entre pedras das ruas e beiras  esquecidas,
Flores vicejam  e se oferecem indiferentes.
Têm espinhos, asperezas e calosidades,
Mágicas  vestes do amparo que sabem dar,
Cores e cheiros a encantar.
São as mulheres que teimam
Gritar e chorar desgraças,
Rir e partilhar vitórias, sonhos.
Resistir a cada instante,
No eterno gesto de agarrar
A vida triunfante
Feita abraço e aconchego.

Dedicado ao Grupo de Mulheres do MDCA - Movimento pelos Direitos da Criança e do Adolescente - Partenon/Porto Alegre

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