Hoje é véspera
de 7 de setembro. Dia de apreensão. Em apreensão estamos vivendo há alguns
anos, porque o governo perverso que se
apossou do país não desiste de provocar e fazer crueldades.
Hoje, no
entanto, eu não quero ceder à chantagem da turma do mal que mais dia, menos
dia, cairá no lixo da história. Nem quero pensar nos estragos já feitos. Nem
quero perder energia em me angustiar com tudo o que tem acontecido
diuturnamente, ou no que poderá acontecer amanhã. Não chamarei más energias,
como costumamos dizer entre nós, os amigos mais próximos.
Quero, sim, relembrar algumas das letras que fazem a
alegria de quem as ouve. Quero mergulhar nas palavras que falam de tudo o que
de melhor existe no ser humano. São
muitas as canções que falam da alegria de viver, do querer bem, do estar junto
do outro, da esperança de um novo dia. É nisto que quero mergulhar. De tudo o
que já ouvi, pincei apenas alguns versos, uma pequena amostra da beleza criada,
mas suficiente para embalar nosso desejo de que o mundo seja um berço amoroso,
não precisa ser esplêndido.
Hoje eu quero a rosa
mais linda que houver /Quero a primeira estrela que vier /Para
enfeitar a noite do meu bem. Caminhando
contra o vento /Sem lenço e sem documento. Apesar
de você /Amanhã há de ser /Outro dia. Se mi guardi con gli occhi dell'amore /Non
ci lasceremo più. A paz invadiu o meu coração /De repente, me encheu de
paz. Vedi
caro amico cosa si deve inventare /Per poter riderci sopra /Per continuare a
sperare.
De qualquer
maneira, aconteça o que acontecer (que a maldade encontre obstáculos, que
prevaleça a razão e a justiça), continuemos a defender as artes, a ciência, a
filosofia, para seguir adiante e avançar para um mundo melhor.
Por
isto deixei para o final os versos de uma música que os brasileiros que viveram
na ditadura, perderam alguém próximo naquele tempo, ou se solidarizaram com
quem perdeu conhece, ouviu e cantou em algum momento:
A
esperança equilibrista
Sabe
que o show de todo artista
Tem que continuar.
Maravilhoso texto, devolvendo-nos a esperança de que tudo um dia há passar. Con tinuemos, resistamos! A música, a nossa música é a da fraternidade e a da solidariedade. Parabéns, Rosa. Um primor teu texto.
ResponderExcluirLindo texto, sensibilidade, leveza para tratar de lembranças que nos dão força. Termino, neste 7 ďe setembro, lembrando que: apesar de você, amanhã há de ser um novo dia!!!!🙌🏼🙌🏼🙌🏼👏🏼👏🏼👏🏼💖💖💖
ResponderExcluirEu também tenho ouvido muita música para bloquear as barbaridades dos nossos tempos! :)
ResponderExcluir