Neblina, sempre neblina.
A neblina está presente na cena final de Deuses e Homens, na peça Histórias de Amor Líquido, em acidente com centenas de carros em estrada de São Paulo.
A neblina mascara, reveste, esconde ou sugere. Uma certa neblina envolve o cotidiano, em situações de não saber ou quase saber. Ela serviria de manto protetor e, ao mesmo tempo, dissimulador da incapacidade de um seguir confiante e seguro? Ignorância ou ocultamento da ignorância. Nebulosidade.
Guerra pela independência de uma nação, uma história contemporânea e engavetamento de automóveis. Excessos e impossibilidades conectados na luta pelo poder, na fluidez dos contatos humanos e nas tragédias urbanas. Três tempos/lugares diversos e, no entanto, o mesmo esfumaçar da visão. Três atos, replicados indefinidamente antes e depois deles. Na repetição, a diferença em cada contexto.
Sempre fica algo oculto, impossível de alcançar, como se uma neblina eterna negasse a porta para a resposta final. A neblina mostra-se como negação de, enfim, um chegar lá. Ao mesmo tempo – há sempre um “ao mesmo tempo” – ela poderia transformar-se em impulso para seguir adiante, para a busca, para a possibilidade.
Paisagens, nas quais a neblina emoldura, preenche espaços, delineia planos, contrasta níveis são um convite a pressupor e a criar. O mesmo motor oculto que gesta rios etéreos de fantasias e sonhos. Aí, ela convida à ultrapassagem, não ao recuo ou à estagnação da dominação, do isolamento e da restrição .
Se a neblina perturba, mas, também, encanta, o seu poder não estaria nela própria, mas nos toques e imersões que o homem se permite nela. Então, a potência do acontecer estaria na relação entre neblina e homem, não numa ou noutro.
Neblina, nunca só neblina.
Querida amiga do coração Maria Rosa, para mim que me sinto um nômade, percebo neblina como: algo capaz de se transformar em impulso para seguir adiante, para a busca, para a possibilidade...
ResponderExcluirMuito obrigado por mais este presente.
Abraço de luz e paz do eterno amigo
José Ubirajara de Castro
Gosto de lembrar a neblina de minha infância que encobre os campos e matos nas primeiras horas. Daí há pouco, algumas coisinhas são reveladas. Logo depois, mais um pouco. Adiante mais. A gente ia saboreando lentamente as coisas que já conhecia e parecia, então, que reapareciam do mistério com outro sabor, com nova luz. E as andorinhas fazendo alarido. É que a primavera estava chegando a revelar-se lenta, como a paisagem livrnado-se da neblina.
ResponderExcluirOi Rosa, passei o feriado de 20 de setembro em morro reuter dentro de uma neblina. Com certeza, ao mesmo tempo que perturba também encanta. Parece até que ela (neblina) basta para tornar teu dia numa experiência singular.
ResponderExcluirAproveito e indico a pousada da artista plástica cláudia Sperb como um lugar bem legal de visitar e também passar a noite. Morro Reuter está se caracterizando como uma cidade com arte, com vários ateliers. Beijo, rosângela
Cara Maria Rosa,
ResponderExcluirnel 2007 a Nervesa ho esposto i miei quadri nel palazzo Comunale, li può vedere nel video che si trova a questo link:
http://www.youtube.com/menegaldoilario?gl=IT&hl=it#p/u/37/XpOYm-gNYpo
Se va vedere altri video troverà, Crocetta del Montello, Spresiano, certamente posti dei suoi ricordi.
Le ho allegato, con altra nota, e spero le arrivino, tre foto di dipinti del Piave, la foto con i tre quadri è stata ripresa nella Galleria di Mestre,
quello a sinistra la località è San Donà di Piave, quello a destra a Nervesa, quello in mezzo è uno scorcio del Sile.
Spero di esserle stato utile. .
Se ritiene di ricontattarmi nuovamente mi invii, per maggior praticità, l’indirizzo della Sua e-mail. Il mio lo trova indicato nel mio sito.
Con i migliori saluti.
Ilario Menegaldo