terça-feira, 12 de abril de 2011

De novo, refém

             Como não sentir-se refém ao ler e ouvir os jornais e telejornais?

            Golpeou-me fundo como a todos os que tomaram conhecimento do horror que foi a morte dos adolescentes e do rapaz que os matou numa escola do Rio de Janeiro.  Sequer dá tempo de pensar sobre as pequenas tragédias cotidianas que circulam por perto. Ainda no rescaldo deste espectro, outro semelhante realiza-se num país europeu. Pensamentos  dissonantes de  dor, impotência e desesperança se cruzam e entrelaçam com argumentos frágeis e desejos de retorno da esperança de uma sociedade que mostre estar evoluindo, buscando um jeito diferente e mais amoroso de se relacionar.

            Sem trégua, o rádio noticia de manhã cedo que a tragédia de Fukushima ainda não acabou, acena para o pior já conhecido há vinte e cinco anos.  Como se fosse em outro mundo,  em diferentes pontos da África, facções diversas matam-se em nome da democracia. Outras nações, agora, apoiam os inimigos daqueles que foram seus amigos até há pouco. Invocam-se para isso a necessidade de restabelecer a lei, proteger civis, não interesses econômicos e os poços de petróleo dos quais o ocidente precisa e todos sabem. Como mantra nega-se repetidamente o óbvio.

            Por aqui, denuncia-se corrupção nas obras aceleradas com vistas à Copa 2014. No ano passado havia-se evitado a ação governamental que premiava a sanha da construção civil no Morro de Santa Teresa, mas não há como alegrar-se. Ainda é pouco em vista do que pode ocorrer com o solo urbano.

            Sobra-me o aceno de um reconhecido escritor norte-americano para quem não são só os estados, mas também as sociedades ditam novas narrativas no mundo contemporaneo. Para ele as populações também exercem a diplomacia através da sua cultura e poder de persuasão. Espero que ele tenha razão, para que as crianças de hoje tenham outros desafios a superar e não se sintam reféns dos erros das gerações adultas que construiram o mundo em que nasceram.

            No entanto, não vejo este caminho ser desenhado sem a intensificação de relações solidárias e a busca de formas coletivas de conviver e viver nas numerosas capilaridades sociais. O problema do outro é também meu. Isto pode ser feito agora.

domingo, 20 de março de 2011

Refém



Em homenagem ao dia da mulher, uma palestrante afirmou que Frida Khalo não foi refém de coisa alguma, nem do seu corpo maltratado e fonte de dor a maior parte de sua vida. 
Certo, ela rompeu padrões, chocou a sociedade, criou com suas pinturas uma estética singular. Foi a própria diferença, numa época em que a mulher fazia os primeiros movimentos coletivos para ser reconhecida em igualdade de condições no mundo de supremacia masculina. Foi transgressora e criativa. Fez de seu atribulado cotidiano uma inesgotável fonte de inspiração.

Frida Khalo e outras tantas mulheres e homens, são testemunho de recusa ao já dado e estabelecido. Mas, nem ela  conseguiu fugir do sofrimento e da exclusão, da impossibilidade de convivência compreensiva e respeitosa com setores da sociedade americana e mexicana da época. Valem, no entanto, suas formas de agir e de criar a partir do seu sofrimento. Ali, realmente, não foi refém, prevaleceu sua vontade de se ultrapassar e vencer seus limites.

Bela síntese do poder individual mas não individualista, porque ela sempre se colocou junto à história de seu povo. Suas raízes fizeram-na voar. Ela viveu o presente com seus antepassados. Ela projetou a memória na arte que multiplicou em sua figura transcendente à dor e à morte. O que ela fez foi recusar as amarras das urgências cotidianas.

Como se inspirar nesse exemplo? No rumoroso e condicionante cotidiano em que se vive, o que significa não ser refém? A singularidade da criação artística não é moeda corrente , embora a fruição das produções de numerosos artistas e a proliferação de escolas e oficinas de criação nas diferentes artes seja uma realidade da contemporaneidade.

Criação artística e subjetividade transgressora mostrou-se um binário  pertinente. Mas parece reduzido, hoje, o espaço e tempo propícios para manifestações heróicas, estas foram se esvaziando ao longo das últimas décadas. A arte, também, foi contaminada por esse viver na transitoriedade, na provisoriedade, na precariedade das relações humanas. No entanto, ela renasce nesses formatos e se perpetua.

E nós, seres humanos, como afirmarmos nossa capacidade criativa para além das miríades de formas de subjetivação que nos querem reféns no grande centro comercial que se transformou o mundo? Como criar no mundo que nos convida a consumir, inclusive nossa memória? Memória que nos enraiza e nos permite avançar, sabendo e produzindo quem somos como sujeitos e como coletividade?

Como Frida, é preciso não temer ser quem somos. A vida é feita de diferenças e de trocas. Não é preciso ser ela, mas ter sua coragem para não sermos reféns das mesmices cegas e uniformizantes da sociedade contemporânea com máscaras de diferenças.

terça-feira, 1 de março de 2011

Professor invisível


       Em março de 2010, um jornal da cidade escreveu que, nos dois últimos anos, a escola particular de Ensino Fundamental no nosso estado havia recuperado alunos e retornou ao patamar de 2006.
O texto destacava o fenômeno de migração da classe C para a escola particular almejada desde há muito tempo, bem como a nova lei de filantropia que exigia para as escolas filantrópicas a oferta de ações sociais e “bolsas de estudo para alunos pobres”.
Quanto à reação das próprias escolas, foram elencadas medidas por elas tomadas para enfrentar a situação, porque entenderam que era preciso “reformular para sobreviver”, que se traduzia em “trabalhar na oferta de novos serviços como forma de tornar seus estabelecimentos mais atrativos”.
Dentre as medidas elencadas estavam: marketing, criação de estacionamento, laboratórios modernizados, inserção de recursos tecnológicos em sala de aula, sistema de segurança, horário integral para as crianças e a possibilidade de permanecerem além do período de aulas, atendendo às necessidade do horário de trabalho dos pais.
Por outro lado, enquanto uma  titular da Secretaria de Educação do Estado pronunciava-se com um profundo desdém pelos professores, culpabilizando-os pelos males existentes, as escolas particulares sequer mencionavam o professor quando afirmavam melhorar a escola. Ele era um ser invisível. Situação muito diversa da minha geração em que um(a) professor(a) solicitado(a) a dizer sua profissão, era com orgulho que respondia: “Professor do Estado”, pois o cargo exigia boa formação, concurso e o seu desempenho era valorizado e reconhecido.
Como fazer, então, com que as crianças e jovens de hoje, bem como seus pais voltem a admirar e a respeitar o seu professor? O respeito é consequência do reconhecimento do outro e as escolas não apontaram para novas medidas didático-pedagógicas, para uma reformulação ou para um projeto pedagógico inovador, sequer para uma proposta para qualificar seu corpo docente ou incentivo para tal.
Percebe-se ali a raiz do esvaziamento das licenciaturas.
Hoje, parece que a situaçao é ainda pior, ele é refém da “clientela” que atende e só alcança visibilidade na página policial, quando é agredido de diferentes formas e, até, assassinado por motivos fúteis.
Uma outra forma de funcionamento da escola não se dá de um dia para o outro. Mas vale lembrar que, em alguns países europeus, são os melhores alunos os aceitos para serem professores, passando por seleção adequada, em escolas com recursos e altos salários.
Para as escolas particulares, esperemos que consigam marcar seu lugar para além da reprodução da sociedade competitiva em que estão inseridas.
Para as escolas públicas, que a existência de uma realidade onde o professor consegue ser visível e valorizado seja o horizonte do novo governo do nosso estado e que a visita do atual secretário de educação às escolas da rede se transforme em ações concretas e urgentes que apontem qual o caminho que será seguido nos próximos anos.

A visibilidade do professor deve dar-se na recuperaçao da paixão de ensinar e aprender.



terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Argola na janela


Tu vais embora à tardinha e eu vou pondo no lugar o que tiraste para fazer tua cabana e outras brincadeiras imaginadas por tua cabecinha.  Sigo os vestígios de tuas andanças pelo apartamento, alguns eu deixo para prolongar tua permanência comigo.
Tua cabecinha é uma máquina de brinquedos que não pára. A gente se distrai uns segundos e tu apareces com a sacola dos prendedores de roupa, o banquinho para sentares à mesinha, um jogo da caixa que é só tua e que abres todos os fins de semana. Abres e fechas portas de armários. Já não pedes, porque sabes o lugar daquilo que te interessa. Vais buscar. Amo esta desenvoltura de quem sabe que a casa também é sua.
Tu te vais quando finda o dia, mas continuas aqui nos sinais de tuas criações de menina e no encanto que me proporcionam e me mantém ligada à vida que está em ti.
Tu te vais e eu vou descansar, porque teu ritmo está diametralmente oposto ao meu. Fico pensando que essas diferenças se acentuam inexoravelmente dia a dia. Consola-me que são vagarosas e dão algum tempo.
Tu te vais e eu fico pensando no que tu estarias pensando nas tuas invenções. E são sempre variadas. E sempre surgem outras.
Tu te foste e, desta vez, deixaste as pulseiras que enfeitaram teus braços, tornozelos e pernas, enquanto vias um desenho na televisão e nos intervalos de outros brinquedos.  Com elas montaste um só círculo, segurando a ponta dos puxadores das cortinas da sala. Janela aberta e o vento a balançar tua criação. Fiquei curiosa sobre o que pensaste ao fazê-lo. Já nao estás para te perguntar.
Sempre essa palavra “pensar”. Como será o pensamento de alguém com menos de cinco anos? Talvez, já nem lembres mais do que fizeste. Tirei uma foto, memória de instantes felizes de minha vida contigo, mais do que memória de um teu brinquedo.
Quando voltares, no próximo domingo, vou te mostrar. Pressinto que uma semana é um tempo longo para ti. Tantas coisas te acontecem e incorporas! Eu já ando mais devagar e a rapidez me incomoda. Estou curiosa para ver como se falarão a minha e a tua memória...

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Quantos Laocoontes?


 Um homem descansa sobre os escombros de sua casa, agachado, olha em frente. Olha a tragédia do lugar? Usa o que lhe resta de razão para enfrentar a desrazão do acontecido? Talvez se dê um tempo para continuar a viver. Talvez, seu cérebro escaneie um liame para outro sítio com que se vincular e ir. Pensa.
Um homem perde quase toda a família e se pôs a trabalhar como voluntário no resgate de sobreviventes. Não pode parar, ele o confirma. “Há muito que fazer, há outras pessoas precisando de socorro.” Nega seu sofrimento ocupando mente e corpo em outro plano da tragédia à qual pertence? Segue um caminho. Faz.
Uma mulher se desespera diante de necrotério, braços a seguram e imobilizam.  Filhos desaparecidos, necessita ver os corpos lá dentro, é urgente olhar os rostos procurados. Necessita confirmar a morte deles ou a esperança de que ainda vivam. A fila de espera dos desafortunados é grande, outros marcham com as mesmas angústias.
Um grupo ilhado por lama e rio barrento, sem qualquer ponte, acena para helicóptero. No chão está escrito um enorme SOS, no ar braços se agitam, bocas gritam suas dores.
Casas destruídas, carros amontoados, árvores arrancadas, ruas, estradas, praças soterradas por lama e pedras. Geografia da cidade apagada como o foram dezenas de corpos sepultados. Muitos nem serão resgatados.  Reaparecerão muito depois nos brotos da nova vegetação na repetição infinita da vida.  Alguém se lembrará? Os parentes que ainda permanecerão por lá, por teimosia ou falta de opções.
Recortes de um quadro terrífico, distante ou próximo, mas evitável, como o foram inúmeras outras catástrofes.
O cenário lembra Guernica de Picasso, os quadros de guerra de Goya e tantos outros que registraram as dores de sua época. Mas lembra ainda mais forte uma obra de El Greco, tão atual quanto quatrocentos anos atrás quando foi pintada. Nela está Toledo ao fundo e, em primeiro plano, jogado ao solo, Laocoonte cercado por seus filhos, o sacerdote troiano que foi dilacerado junto com eles, por ter pressentido o perigo que o cavalo entregue representava para Tróia. Ocasionou-lhe a derrota frente aos gregos. O sacerdote foi acusado de sacrilégio, a cidade era inexpugnável e ele portador de mau agouro. Goya atualizou as perturbações de sua própria cidade através do trágico em Laocoonte.
            Hoje, nem Tróia, nem Toledo, mas a serra onde as cidades de Nova Friburgo, Petrópolis, Teresópolis e outras, construídas sobre encostas de exuberante vegetação, - os nossos Cavalos de Tróia - que deveríamos deixar intactas para não despertar deslizamentos, desabamentos, enxurradas, todos forças ali ocultas e revoltadas com nossa prepotência e irresponsabilidade.
Essas belezas que deveriam ser negadas à posse e à ocupação. Seus perigos foram pregoadas por nossos laocoontes, vozes de ambientalistas, moradores, técnicos ou sofredores de outras anunciadas tragédias. Continuariam belezas se poupadas, quais barrigas de cavalos presenteados, insurgem-se, abrem seu ventre e vingam-se. Derrotam-nos a todos.
            Hoje, “ultrapassamos” a civilização grega, não assassinamos os que preveem nossas gangrenas, tornamo-nos  cúmplices de outros assassinatos, daqueles que deixamos à mercê do que vai acontecer. As ciências não nos amparam e não nos fizeram aprender com a história, antiga ou recente. Usamos um esquecimento que teima em se trasmutar em novas tragédias, num ritmo cada vez mais acelerado tal como é a vida contemporânea.
Nosso oráculo é o consumo, máquina predadora do que resta de intocado na natureza e colhemos os frutos de nossa teimosia e infantilidade que não olham o passado como ensinamento, nem querem ver um futuro constantemente anunciado. Refugiamo-nos sob a asa da indiferença e da insensatez.
Quantos laocoontes ainda precisarão ressuscitar antes que consigamos escutar-lhes o aviso de nossa próxima destruição?

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Associações

          Interessante como funcionam nossas lembranças. Tal como uma rede assimétrica de linhas que se cruzam, se afastam, se reconectam mais adiante, num emaranhado que parece, mas não é, absolutamente caótico. Pelo contrário, organizadas qual rede clandestina que só se mostra/dá a ver quando desbaratada. 

Estava eu lendo um artigo, imersa com prazer nos seus diferentes conceitos e exposições, quando surgiu a palavra tautologia. Tive dúvidas quanto ao seu emprego numa frase e busquei um dicionário.

No tempo que separou os atos de buscá-lo e encontrá-lo, lembrei-me, sem motivo consciente algum, de uma entrevista que fiz com um homem de mais de sessenta anos para um programa de alfabetização de adultos, o qual coordenava e no qual depositava muitas expectativas. Na ocasião, ele havia falado uma palavra que sua pronúncia e  minha total ignorância dificultaram-me a compreensão. Veio-me o desejo de lembrar tal palavra, mas não conseguia. Encontrei um dicionário etimológico, não era o procurado, mas mesmo assim folhei-o: T... Tábua... Taifa... e, antes de encontrar tautologia, lembrei de repente, com luminosidade, a palavra era tafona. Era essa a palavra: tafona. Desviei-me do primeiro propósito e procurei-a com certo gosto. Gosto da lembrança? Gosto daquela experiência de outrora? Não deu tempo de responder. Meus neurônios a recuperaram, mas não existia naquelas páginas. Ela não estava lá e sua ausência trouxe-me de volta ao presente, para o termo inicial procurado. Havia tautó=o mesmo.  
Fui em busca de tautologia no dicionário da língua portuguesa, perguntando-me o que haveria de conexão entre tautologia, que eu procurava, e tafona, que se interpôs intempestiva no curso do meu pensamento. Corte na cena, introdução de novo elemento. Talvez, algo mais que um dicionário possa me explicar, mas registrei significados encontrados. Tautologia: redundância, pleonasmo. Tafona (atafona): moinho, processamento de grãos.
Muitas coisas me vieram à cabeça, registro apenas uma: o inconsciente entende de semântica,  me fez remoer e repetir momentos prazerosos, na redundância do processamento de minhas lembranças. 

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Espaços de subjetivação criativa

 O ato de criar pressupõe sujeitos em sua singularidade.
Dudamel, jovem regente venezuelano de menos de 29 anos, exerce um poder insólito sobre seus músicos com uma liderança que inspira a fazer música. Não é autoritário, usa metáforas para conduzir os integrantes da orquestra. Diante de passagem ruidosa durante um ensaio, disse aos músicos que tocassem como duas crianças apaixonadas, correndo peladas por um bosque.
Dimenstein escreve sobre cursos que oferecem a oportunidade de aprender, sem provas  ou pressões de competição e, sim, pelo prazer de construir um conhecimento que dê satisfação a quem se propõe a estudar o que lhe é oferecido. São espaços que promovem, não um prazer hedonista, mas um prazer advindo do esforço de superar-se.
Em ambos os exemplos, são antevistas relações interpessoais peculiares. Nada a ver com o perigo de ser reprovado ou excluído. A invocação é o aparecimento do que o próprio sujeito pode trazer à tona. É o prazer de ultrapassar os próprios limites que é despertado. É a possibilidade de criar que é provocada.  
Num caso, a paixão pelo que é feito  e, no outro, o aceno da satisfação de abrir os horizontes do conhecimentos. Em ambos, o prazer de viver um tempo suspenso das correrias e urgências de um mundo contemporâneo. Embora, no primeiro, o foco seja a criação artística na excelência da execução musical e, no segundo, uma construção intelectual acadêmica, em ambos há a necessidade de uma atitude interna do fazer e não a pressão externa como espada a julgar o resultado. Evidentemente, o externo existe, seja o público que ouvirá a execução da partiruta, ou o local onde serão utilizados os conhecimentos interiorizados. Vive-se com o outro, seja o companheiro mais próximo, seja a sociedade mais ampla da qual se depende em alguma medida. Evidentemente, pressupõe-se um resultado, uma competência, uma materialização dos esforços que serão partilhados de alguma forma com o público. O que está em questão nos casos apresentados, no entanto, é a priorização da potencialidade do sujeito de compreender, comunicar, fazer ou produzir. Ou seja, um modo diversoo de inserção do sujeito na atualidade.
Sem dúvida, em qualquer dos dois casos, existirá em algum momento e em algum grau o temor de não dar conta da tarefa, mas como sentimento primitivo inerente à constituição do ser humano e à responsabilidade com a tarefa que cada um assumiu, mas não como caminho skinneriano do prêmio ou castigo, próprio de uma sociedade competitiva e predadora que predomina.
Enfim, a constatação da diversidade e complexidade do mundo. Simultaneamente à premência de respostas imediatas, modos de subjetivação massificada e narcísica, este mesmo mundo produz espaços de subjetivação em que a diferença, a singularidade e a criação possam se produzir.
Quem sabe, um dos tantos caminhos possíveis para relações de respeito à diferença e criação do outro, em contraponto à sociedade de massas propiciadoras de preconceitos, desrespeito e violência.